quinta-feira, 6 de março de 2008

Eu sou a Lenda


Quando Robert Neville aceitou viver na solidão...

"... Com o horror ele tinha se acostumado. Mas a monotonia era o maior obstáculo e ele percebera isso agora, compreendera finalmente. E compreender pareceu dar-lhe um tipo de paz silenciosa, um sentido de ter colocado todas as cartas em sua mesa mental, examinando-as e chegando a uma conclusão."

Enterrar o cachorro não foi a agonia que tinha imaginado. De uma maneira, era quase como enterrar fiapos de esperança e falsas excitações. Daquele dia em diante aprendeu a aceitar a masmorra em que vivia, nem procurando escapar com temeridades súbitas, nem batendo a cabeça ensanguentada nas paredes..." (p.105)


"...Ao invés de ficar sofrendo; tinha aprendido a estupidificar-se na introspecção. O tempo tinha perdido sua qualidade tridimensional. Havia somente o presente para Robert Neville; um presente baseado na sobrevivência do dia-a-dia, sem alturas de alegria nem profundidades de desespero. Ele era predominantemente vegetativo, frequentemente pensando consigo mesmo. E assim ele queria ser." (p.114)
Fragmentos do livro Eu sou a Lenda- Richard Matheson

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